Despedida

Tá na hora. Já passou da hora. Eu venho falando essas frases mentalmente pra mim mesma há semanas, na verdade há muito mais que semanas, mas elas ficaram mais frequentes nos meus pensamentos recentemente. A verdade é que eu nunca vou ter coragem de me despedir pra sempre do blog, mesmo porque eu nem acredito em “pra sempre”. Vocês devem ter notado que, não importa por quanto tempo eu tenha ficado sem postar, eu sempre apareço nos aniversários das crianças pra derramar por aqui algumas palavras a respeito do que estou sentindo (por eles, por mim mesma e pela vida). Esse ano não fiz isso. Nem no aniversário da Suri (no Funny Suri), nem no do Noah. E eu acho que foi um jeito que encontrei de me fazer vir aqui escrever um último post me despedindo do blog, por fim assumindo aos leitores (se é que ainda existe algum) e principalmente a mim mesma que o blog acabou, que não virão mais posts novos daqui pra frente. Eu sabia que se não postasse nada nos aniversários esse ano me sentiria na obrigação de dar alguma explicação, porque eu me sentiria mal por não ter feito nada e não conseguiria simplesmente sumir sem no mínimo fazer um post de quatro palavras: “O blog acabou, tchau”. Mas claro que eu sou eu e sabia muito bem que quando eu finalmente decidisse postar algo sobre o blog ter acabado, não seriam quatro, nem dez palavras. Porque aquele velho clichê de que nossos blogs são nossos refúgios, nossos tesourinhos que tanto amamos e que nos abriram portas pra um mundinho tão gostoso, são completamente verdadeiros, e eu não conseguiria largar algo ao qual me dediquei nos últimos 5 anos (bem de vez em quando, eu sei, mas ainda assim ele viveu por esse tempo) deixando pra trás só últimas dez rápidas palavras. Enquanto eu escrevia isso, quase desisti de postar umas 3 vezes, porque eu começava a lembrar o quão gostoso é digitar aqui, aí lembrava o quanto eu gosto de editar as fotos, de juntar tudo, deixar as palavras e fotos organizadinhas do jeito que eu gosto, postar, editar, postar de novo, editar de novo, até chegar a um resultado que me agrade e que me dê satisfação em olhar pro post prontinho no blog. E eu vou sentir falta disso, vou sentir falta pra caramba, mas ao mesmo tempo eu penso que se eu consigo ficar tanto tempo assim sem postar, talvez eu não sinta tanta falta assim, ou talvez sinta mais ainda, sei lá. Eu nunca vou saber mesmo se não acabar com o blog, e acho que esse medo de como vai ser que me paralisou de ter feito isso tanto tempo antes. E se um dia me der uma vontade louca de vir aqui fazer um post? Essa ideia de compromisso de que o blog acabou e que eu “nunca mais” vou poder postar alguma coisa aqui me assusta, assim como o compromisso de que ele não acabou e eu precisava vir aqui dar alguma explicação também assustava, mas o primeiro eu ainda não senti de verdade, só imaginei, então decidi dar uma chance e ver se ele realmente vai me assustar mesmo ou só a ideia que é assustadora.

Eu acho que o que eu vou falar agora é óbvio, mas é melhor falar de qualquer modo do que deixar no ar pra cada um imaginar o que quiser. O meu amor pelos Ambrosio não acabou. Tampouco diminuiu. Pelo contrário, ele tá cada dia maior e eu continuo indo atrás de fotos, vídeos e notícias que nem louca e acho que isso não vai mudar tão rapidamente. Acho que a essa altura do campeonato vocês já sabem que não ter mais blog não significa não amar mais, assim como ter um não significa amar. Uma coisa nem precisa estar relacionada a outra, de longe, mas acho que não era mistério pra ninguém que eu tinha as duas coisas, o blog e o amor, e, como elas não precisam uma da outra pra sobreviver (ufa!), tá tudo bem. Claro que eu nem preciso provar amor pra ninguém, mas acho que é sempre bom explicitar a não relação entre as duas coisas, caso alguém um dia achou que essa relação necessariamente existisse.

Mas então é isso. Por enquanto, o blog acabou. Talvez eu mude de ideia daqui a um mês, seis meses, dois anos. E tudo bem, porque isso aqui não é um contrato com alguma empresa que expirou, e eu nunca realmente devi nada pra ninguém, eu sempre deixei claro que fiz isso por mim e para mim (e para os Ambrosio, claro, mas como eles nunca estiveram pessoalmente envolvidos com o blog, também nunca devi nada a eles). Eu não vou excluir o blog nem nada disso, ele vai ficar aí como uma lembrança de um projeto muito especial que construí. Talvez eu volte aqui em algum aniversário pra postar algum vídeo, porque queria muito voltar a fazer vídeo, talvez não. Como eu falei, não sei, e tá tudo bem.
Acho que vou sentir saudades. É. Vou sim.

despedida

Passada rápida

…pra avisar que o post anterior é muuito especial, mas eu tive que deixar privado, então quem não tem a senha e quer ver, pode deixar seu email nos comentários ou me mandar um (lauracoutinhoh@gmail.com) que eu mando a senha!
EXCLUSIVE: Alessandra Ambrosio takes her son out to play on a friends motorcycle in LA.E pra compartilhar esse sorriso tão sincero de uma criança fissurada por motos, claro ❤

Protegido: Nenhuma foto

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Uma foto e umas palavras

Alessandra Ambrosio and her family get in the Halloween spirit

Nem preciso falar nada dessas fantasias e da Anja (finalmente) banguelinha de um dente de cima, né??

Tem outra coisa que eu não preciso falar mas quero. Já tem um tempo que eu entro aqui de vez em nunca, mas isso todo mundo já sabe. Já dei mil e duas desculpas e já falei quase todos os motivos. Tem um deles que ainda não expus aqui e venho querendo expor há tempos, inclusive sei que várias (talvez a maioria?) das blogueiras mais antigas (que começaram em 2010, 2011) também compartilham desse sentimento comigo. Mas vamos direto ao que interessa que já tá parecendo que eu tô fazendo um suspense proposital. Esse sentimento é desânimo com os comentários. Pode ser exageradamente nostálgico da minha parte dizer que antigamente as outras blogueiras faziam comentários mais ricos, menos vazios e que por isso era melhor. Pode ser que isso realmente acontecia, porque afinal os tempos eram realmente outros, tudo nesse mundo dos blog era novo, nós éramos mais empolgadas, mais novas, tínhamos mais tempo livre. Claro, quando eu posto uma foto fofa com uma legenda fofa e só, não espero que ninguém faça um comentário com uma análise detalhada dos sentimentos que a foto lhe provocou. Mas quando eu posto um texto com uma análise detalhada de algum sentimento meu, não espero um comentário vazio, que dá a entender que seu autor só passou os olhos pela foto e soltou a primeira palavra que lhe veio em mente: “Fofa”, “Lindo”, “Amei”. Eu acho, sim, que hoje os tempos são outros e que tudo é muito mais rápido, mais visual, mais curtir, dar like, compartilhar, e menos ler, contemplar, refletir, escrever. É só dar uma olhada em uma das redes sociais mais famosas que conhecemos, o Instagram. O espaço pra legenda é bem limitado, pouquíssimos comentários aparecem diretamente no feed e a gente vai rolando pra baixo com uma rapidez que me dá a impressão de que quase ninguém observa alguma foto por mais de 30 segundos. Eu queria que aqui nos blogs fosse um ambiente de fazer justamente o contrário, de parar com calma, ler sem pressa, refletir, empatizar, pensar e aí então postar um comentário, de preferência expressando o que pensamos sobre o que acabamos de ver ou de ler. Por isso, ao invés de ficar aqui culpabilizando quem faz comentários breves e, por vezes, vazios, eu vou fazer um convite a uma mudança. Um convite a desacelerar, observar com cuidado, ler com carinho o post do outro e comentar sem medo de exagerar, sem medo de fazer textão. Conheço tanta gente que se desanima quando vê um texto grande na internet (ou até em outros lugares), mas eu sou o completo oposto: eu amo textão. Que tal, então, tentarmos, sem medo, sair dos “Lindeza”s da vida. Topariam? ❤

TIRO

Essas fotos têm exatamente 4 anos e 1 dia de diferença:

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Só pra lembrar que o Noah era assim no dia da primeira foto:

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UÔU.

Serenaded

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Carta aberta dos 8 anos

Oi, Anja!

Acho que você não tem ideia de quem eu sou. Lembra de umas três meninas bem doidas que no começo do ano te deram uma blusa e nas quais você deu um abraço? Então, uma delas era eu. Você deve ter achado aquilo um pouco estranho, né? A famosa é sua mãe e você que ganhou presente e nos recebeu como fãs. É que na verdade a gente gosta muuuito de você, sabia? Pelo fato de a sua mãe ser famosa, pudemos acompanhar um pouco da sua vida e do seu crescimento ao longo dos anos e criamos um carinho imenso por você. Te achamos linda, talentosa, espontânea, com uma personalidade incrível e muitas outras coisas legais. Você é uma menina muito especial, de verdade verdadeira. Pode parecer estranho esse carinho todo que nós temos por você mas é que é difícil não se encantar por uma menina com um brilho tão grande como o seu! Feliz aniversário, Anja. Espero que seu dia tenha sido ótimo, que você tenha se divertido muito. Pelos snaps parece que você aproveitou bastante com sua família, e teve um bolo com uma vela super legal! Te desejo só coisas boas na sua vida e que você continue sempre sendo essa menina tão incrível que é.
Um beijo bem grandão de uma menina doida que um dia te deu uma blusa na praia ❤

Com muito amor,
Laura

anja8bd
Feito pela Dani essa lindeza ❤

 Um vídeo lindo, lindo, lindo feito pela Anny

niver
Foto muito, muito apaixonante de hoje ❤

Me deu vontade de fazer um post direcionado pra Anja esse ano, mas não do jeito como sempre fazemos. Um post como se ela fosse ler de verdade. Todas sabemos que é bem improvável, mas como ela já tem celular e começou devagarinho a entrar pra esse mundo internético, quem sabe, né? Ela um dia lendo ou não, o que importa mesmo é que eu sinto que fui verdadeira e me apoiei na simplicidade. Já que meu amor é assim, simples, e não precisa ser mais nada além disso.